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Mais recordes
No Circuito Senior do Texas, em College Station, Dara Torres abaixou ainda mais seu recorde americano dos 50m borbo. Com 25.72, ela abaixou em 12 centésimos sua marca obtida nas eliminatórias. Com a medalha de prata, outra veterana: a eslovaca Martina Moravcova, com 26.85. Aaron Peirsol venceu os 200m costas com 1:56.38, tempo bem parecido com o obtido no GP de Charlotte, na semana passada. No Janet Evans Invitational, tradicional competição que ocorre em Irvine, Jason Lezak mandou bem nos 50m livre ao vencer com 21.90, o melhor tempo de sua vida, superando sua marca da Seletiva Americana do ano passado. De olho na húngara Katinka Hosszu, que venceu os 200m medley com um bom 2:11.47. No Brasi, dois recordes sul-americanos em piscina curta no Campeonato Sul-Brasileiro, que acontece em Florianópolis. Guilherme Roth superou em 33 centésimos o recorde de Gustavo Borges nos 200m livre de 1998 com 1:44.07, e assim apaga definitivamente o nome de Pirula do livro dos recordes, pelo menos em provas individuais. Agora os dois astros da natação brasileira dos anos 90 e começo dos 2000, Borges e Fernando Scherer, tem em poder somente um recorde brasileiro e sul-americano: o dos 4x100m livre, do Finkel de 1998 (na época recorde mundial, ao lado de Alexandre Massura e Carlos Jayme). A outra marca foi obtida por Eduardo Fischer. De acordo com o próprio, ele seguiu apenas treinos em banho-maria após o Maria Lenk, e mesmo assim conseguiu um 58.14, derrubando os 58.86 de Felipe Lima de 2008. Seu tempo faz dele o 15º melhor da história da prova em piscina de 25m! Fischer anunciou que tentará o recorde sul-americano dos 50m peito também (ele está nadando em observação).
Escrito por Daniel Takata Gomes às 17h15
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Falando um pouco de natação...
A americana Dara Torres (foto), 42 anos, realmente não tem planos para se aposentar e incrivelmente continua melhorando a cada dia. Seu último feito foi hoje, quando ela bateu o recorde americano dos 50m borbo em uma competição em College Station, no Texas, nadando com um LZR da Speedo. Seu tempo de 25.84 nas eliminatórias da prova supera os 26.00 de Jenny Thompson do Mundial de Barcelona de 2003. E isso que ela foi atacada por uma gripe e por isso desistiu de nadar os 100m livre! Torres ainda iria nadar a final dos 50m borbo, e ficamos na espera de seu resultado!- Por falar em Dara Torres, seu técnico alemão Michael Lohberg estava lá na competição, sua primeira aparição em um evento de natação desde que foi diagnosticado com anemia aplástica, uma espécie de câncer, logo depois da Seletiva Olímpica Americana do ano passado. Depois disso, ele foi hospitalizado para tratamento. "Me sinto bem", disse ele, que recebeu permissão dos médicos para viajar para Roma e acompanhar o Campeonato Mundial.
- Frase de Aaron Peirsol, sobre sua participação no GP de Charlotte na última semana: "Recebi mensagens e e-mails de pessoas com quem não conversava há muito tempo me dando os parabéns. Tive mais atenção nessa competição do que a maioria dos campeonatos nacionais que já fui", disse, sobre a exposição que teve ao derrotar Michael Phelps nos 100m costas na competição que marcou a volta às disputas do fenômeno americano.
- Jason Lezak não nadará o Mundial de Roma. O principal protagonista da épica vitória americana no 4x100m livre em Pequim sobre a França, no ano passado, anunciou que prefere nadar a Macabíada, espécie de Olimpíada Judia e que ocorre a cada quatro anos em Israel. Em 2001, um americano campeão olímpico fez opção semelhante: Lenny Krayzelburg, campeão dos 100m e 200m costas em Sydney/2000, que abriu mão do Mundial de Fukuoka pelo mesmo motivo.
A francesa Laure Manaudou está dando um tempo na natação mas não sai dos holofotes. Ontem ela marcou presença no evento amfAR's Cinema Against AIDS 2009, em Antibes, durante o 62º Festival de Cinema de Cannes (foto).- O britânico David Davies, medalha de prata na maratona aquática (10km) em Pequim/2008 e também vice-campeão dos 1500m livre em Atenas/2004, parece ainda não saber direito o que priorizar. Seu objetivo é conseguir uma medalha de ouro na Olimpíada de 2012, que ocorre em seu país natal. No Mundial de Roma, ele não irá nadar nenhuma prova de maratona, e sim os 400m e 1500m livre. "Se eu nadar os 10km em Roma, não terei como ver meu progresso", disse ele, baseado no fato que os 10km acontecem antes das competições de piscina, ao contrário do que ocorreu em Pequim.
Escrito por Daniel Takata Gomes às 18h52
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As sungas de Popov
Alexander Popov foi um mito da natação. Único a ser bicampeão olímpico nos 50m e 100m livre, líder do ranking mundial dos 100m livre por oito anos consecutivos, recordes mundiais que duraram anos... Para mim, um dos cinco maiores nadadores da história. E isso não tem absolutamente nada a ver com o fato de ele nadar de sunga. Nesses tempos de polêmicas com trajes tecnológicos, já vi muita gente comentando "que saudade do Popov, que ganhava só de sunguinha", "Popov não precisava de fastskin para mostrar que era bom", e por aí vai. Popov bateu em 2000 o recorde mundial dos 50m livre nadando de sunga. Essa marca durou até fevereiro de 2008. Ian Thorpe bateu o recorde mundial dos 400m livre no Pan-Pacífico de 1999 nadando de sunga (foto). Aquele tempo jamais foi superado por nenhum outro nadador do mundo até hoje! Janet Evans nadou os 400m livre em Seul/88 com um maiô das antigas e deteve o recorde mundial até 2006.
Por que então só se fala na sunga de Popov, e não na sunga de Thorpe ou no maiô de Evans? Popov parece que atingiu um status mítico, inatingível, e muitas pessoas utilizam qualquer argumento para tentar fazê-lo maior do que ele já foi. Ele não precisa disso. Este argumento inclusive joga contra ele. Sem nenhuma dúvida Ian Thorpe venceria os 400m livre em Sydney usando uma sunga ao invés de seu body suit da Adidas, tamanha foi sua vantagem. Popov, por algum motivo misterioso (marketing? teimosia?), resolveu insistir na sunga quando já ninguém mais do seu nível a utilizava. Resultado: perdeu o tri olímpico nos 50m e 100m livre. Ele piorou seus tempos daquele mesmo ano, mas quem garante que se ele usasse um Fastskin não poderia melhorar décimos preciosos e necessários para a conquista do ouro? Tanto que ele mesmo se tocou e a partir de então passou a usar trajes correspondentes a sua geração. Dizem até que ele foi o pioneiro em utilizar mais de um traje simultaneamente (teria usado duas calças da Arena para vencer os 50m e 100m livre no Mundial de Barcelona, em 2003). Por isso, esqueçam as sungas de Popov. Talvez seja por causa delas que hoje ainda não exista um homem tricampeão olímpico na natação. 
Escrito por Daniel Takata Gomes às 18h36
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Algumas coisas
A Federação Internacional de Natação divulgou ontem uma lista de trajes permitidos e proibidos nas competições de natação em 2009. A lista é enorme. 348 trajes foram analisados pela entidade no Instituto de Tecnologia e Ciência da Suíça. Deste total, 202 foram aprovados. As empresas têm agora até o dia 19 de junho para apresentar uma nova versão de suas peças e tentar o aval da Fina. Para ver a lista completa, clique aqui. Trajes vetados O que importa nessa lista é observar e analisar a situação dos trajes que mais fazem barulho atualmente. Pode-se ver que apenas o modelo J03 da Jaked está entre os aprovados. Portanto, o Jaked J01 (foto) não está permitido. E é esse justamente o traje com o qual Frederick Bousquet fez 20.94 nos 50m livre e Felipe França bateu o recorde mundial dos 50m peito, no Troféu Maria Lenk.
Existe algum risco destas marcas serem anuladas? Não, nenhum, em absoluto. Até então, os trajes eram aprovados. Federica Pellegrini utilizou um Jaked J01 para vencer e bater o recorde mundial dos 200m livre nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Ninguém irá tirar a medalha de ouro dela, assim como os recordes de Bousquet e Felipe permanecerão. Denis Pankratov venceu os 100m borbo na Olimpíada de 1996 com ondulações submersas até 35m depois da saída, e esse procedimento foi tornado ilegal no ano seguinte. Nem por isso Pankra perdeu suas conquistas. Outro traje reprovado é o X-Glide, novo protótipo da Arena. A situação aqui é diferente. O X-Glide, de acordo com a FINA, estava em análise desde seu aparecimento e nunca foi aprovado. O recorde mundial de Alain Bernard nos 100m livre, de 46.94, portanto, deve ser anulado. Se não for, será uma incoerência. Ele só não irá perder a vaga para o Mundial na prova porque ele já estava pré-selecionado pela Federação Francesa. Mas seu resultado no Campeonato Francês deve ser anulado e ele deverá devolver sua medalha de prata (apesar de ele ter nadado a final com um modelo antigo da Arena, ele conseguiu o recorde mundial e a classificação na semifinal usando o X-Glide). Repito, se isso não ocorrer, será uma falta de critério total. Assim como o recorde mundial dos 200m costas obtido pelo japonês Ryosuke Irie na semana passada, também a bordo de um Arena (modelo Descente) não aprovado, deve ser anulado. O que vale? Mas falta de critérios não é uma novidade. A FINA não mencionou nenhum motivo que a fez reprovar os trajes mencionados. Quer dizer, até dizem que "os trajes não estão de acordo com o valor de flutuação previamente determinado". Conversa pra boi dormir. Se não tem no livro de regras da FINA, não vale. No caso de atletas submetidos a exames anti-doping, o livro de regras diz que seus resultados só serão válidos mediante um certificado de anti-doping negativo. Mas não fala nada de certificado de aprovação dos trajes. E de acordo com o livro de regras, a única regulamentação que faz menção a vestimenta do nadador durante uma competição é a seguinte: SW 10.7 Não é permitido aos nadadores usarem ou vestirem qualquer dispositivo que possa ajudar sua velocidade, flutuação ou resistência durante uma competição (tais como luvas, nadadeiras, pés-de-pato, etc.). Óculos podem ser usados. De acordo com a regra, nenhum traje que reduza o atrito com a água ou que ajude na flutuabilidade do nadador deve ser usado. Esse é o ponto de partida. Também deveria ser o ponto final. Será que o Aquablade, traje da Speedo da década de 90, ajudava de alguma forma o nadador? Ou será que ele somente diminuía o prejuízo que os nadadores teriam com outros trajes? Afinal de contas, na década de 20 Johnny Weismuller (foto) não usava somente uma sunga, e sim algo parecido com os body suits de hoje, com a diferença de que o material era muito mais pesado e quanto menos "pano" ele usasse, melhor. Mas isso ia contra a moral e os bons costumes da época.
É só reparar: conforme o tempo foi passando e a exibição dos corpos dos esportistas passou a ser aceita e até valorizada, os trajes de banho foram diminuindo. Quanto menos tecido, melhor. Ainda mais com o advento da raspagem de pêlos, popularizada a partir da década de 50. Quando entramos nos anos 2000, a tendência se inverteu. Os homens, até então adeptos somente de sungas, passaram a usar peças que cobriam o corpo inteiro. A troco de quê? Ou os trajes diminuem o atrito (e consequentemente aumentam a velocidade) ou ajudam na flutuabilidade, ou ambos. Não tem outra explicação. O que vai claramente de encontro à regra da FINA. Ou seja, nossa Federação está agindo de maneira errada desde o Aquablade, há mais de 10 anos. Ninguém havia percebido porque as conseqüências na época não foram drásticas. Mas culminou com a bagunça que se vê hoje em dia. As fábricas dos trajes reprovados devem entrar com ações contra a FINA (afinal, o Jaked auxilia na flutuação e o LZR da Speedo não?). Se alguém aparecer para competir equipado com um traje que possua um motor, não pode ser desclassificado. Está contra a regra da FINA, mas quem usa LZR também está usando um equipamento que auxilia na velocidade. Se um pode, o outro também pode. E não duvido que um caso extremo como esse possa parar nos tribunais e vencer. Uma medalha de ouro para uma lancha humana. A que ponto chegamos?
Escrito por Daniel Takata Gomes às 19h54
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Natação x Atletismo
Há alguns dias, o nadador Eduardo Fischer publicou um post no seu blog em que ele comentava uma reportagem que ele assistiu no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Segue abaixo um trecho do seu texto: Em uma matéria, hoje, a emissora fazia um comparativo entre a quebra de recordes nas piscinas e nas pistas de atletismo... Uma vez que final de semana realiza-se no Rio, um importante campeonato de atletismo. A matéria afirmava que os recordes da natação eram fruto exclusivo dos “novos trajes tecnológicos” e como hoje no atletismo não existem esses trajes, não havia muitas quebras de recordes mundiais na modalidade. E que os tempos da década de 80, no atletismo, ainda eram tempos de referência hoje em dia, diferentemente da natação, tudo em função dos trajes. Como se no atletismo era o homem sozinho, mas na natação era homem + traje... Fischer argumenta que os trajes ajudam, mas que o principal fator da diferença de duração dos recordes do atletismo para os da natação é o maior tempo que o homem gastou na sua evolução para o aperfeiçoamento de correr, pular e arremessar, ao passo que a natação não é uma atividade natural do homem e por isso ainda há muito a ser aperfeiçoado, por isso atualmente a natação apresenta uma evolução mais rápida. Isso me deixou intrigado e resolvi fazer um estudo. Se a matéria da Globo afirmava que a diferença de número de recordes mundiais quebrados entre a natação e o atletismo era resultado dos trajes hi-tech, então por esse raciocínio a duração dos recordes nas duas modalidades seria a mesma antes do advento dos maiôs tecnológicos. Voltaríamos precisamente ao ano de 1999, o último ano antes do lançamento do Fastskin da Speedo. Até então, nada de body-suits, calças, bermudas, etc. Vejam a comparação do panorama dos recordes mundiais de natação e atletismo no dia 31 de dezembro de 1999 (consideradas apenas as provas olímpicas): Feminino 
Masculino 
Vê-se, realmente, que os recordes do atletismo eram mais antigos, mesmo antes dos trajes. Somente o recorde mais antigo da natação feminina era anterior ao mais antigo do atletismo feminino, mas mais da metade dos recordes do atletismo feminino eram da década de 80, enquanto só quatro (de 16 provas) na natação feminina eram do mesmo período. Hoje essa comparação ficaria mais discrepante: a média de tempo dos recordes mundiais na natação, tanto masculina quanto feminina, é agora menor que dois anos, enquanto que no atletismo as médias continuam no mesmo patamar. A maioria avassaladora dos recordes na natação é de 2008 e 2009. Aí que entram os trajes. Mas os números mostram que a evolução no atletismo vem sendo realmente mais lenta, independentemente das roupas. Em tempo: os recordes mais antigos do atletismo hoje continuam sendo os mesmos: no feminino, 800m rasos de Jarmila Kratochvílová (CZE) de 1983, e no masculino, arremesso de disco de Jürgen Schult (GDR), de 1986. Já na natação as coisas mudaram drasticamente: o mais antigo no feminino é o dos 100m borboleta, de Inge de Bruijn (NED), de 2000, e no masculino é o dos 1500m livre, de Grant Hackett (AUS), de 2001. A segunda melhor performance da história do salto em distância masculino é do americano Bob Beamon. Ele só perde para o recordista mundial Mike Powell. O que isso tem de relevante? O salto de Beamon foi conseguido em 1968! 40 anos depois, ainda persiste como recorde olímpico. O mais próximo que a natação chegou disso em nível mundial foi o recorde de campeonato mundial da australiana Tracey Wickham (foto abaixo, recebendo medalha da rainha da Inglaterra) dos 400m livre, que perdurou entre 1978 e 2007. 
Escrito por Daniel Takata Gomes às 19h36
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Final em Charlotte
O último dia de competições em Charlotte seguiu a mesma toada do que vinha ocorrendo: alguns resultados interessantes, um brasileiro mandando bem e todas as atenções voltadas para Michael Phelps. Thiago Pereira nadou muito bem os 200m medley e venceu com 1:58.25, superando em meio segundo o bronze olímpico Ryan Lochte e em mais de dois segundos o recorde de campeonato de Michael Phelps. A prova foi definida na parcial de peito: 33.28 x 35.14 (nos outros três nados, Lochte foi mais rápido). Esse tempo é mais rápido que a parcial do recorde mundial de Phelps (33.50) e que a parcial do recorde sul-americano do próprio Thiago (34.44)! Sem estar no melhor de sua forma, ficar a meio segundo de seu melhor tempo foi um grande resultado para o brasileiro!
Michael Phelps nadou os 100m livre e como era de se esperar não conseguiu derrotar o francês Frederick Bousquet. No final, 48.22 x 49.04. Durante a prova, Phelps testou novamente o nado com recuperação reta dos braços em alguns trechos da prova. Tudo bem, foi só um teste, mas claramente ele precisará se decidir se irá nadar a prova inteira com os braços retos ou não. Ficar mudando de estilo no meio da prova certamente não irá ajudá-lo. Por outro lado, o tempo de Bousquet não correspondeu a sua boa performance nos 50m (21.33), apesar da forte passagem na primeira metade da prova (22.83). Aaron Peirsol não teve vida fácil nos 200m costas contra Tyler Clary, mas no final a experiência falou mais alto e o vice-campeão olímpico da prova venceu com 1:56.65. Ele superou assim o recorde mais antigo da competição, que vinha desde 1992 e pertencia a lenda espanhola do nado de costas Martin Lopez-Zubero, campeão olímpico da prova naquele mesmo ano e ex-recordista mundial. Nos 100m livre feminino, bom tempo para Amanda Weir: 54.06. Algumas reportagens (eu vi no UOL e na Swimnews) vêm dizendo que a derrota de Phelps para Peirsol nos 100m costas foi o primeiro revés do fenômeno americano em 364 dias. A última vez que ele havia disputado uma prova sem subir no lugar mais alto do pódio tinha sido no Meeting de Santa Clara de 2008, onde ele chegou atrás do próprio Peirsol. Trata-se de uma notícia falsa. A última derrota de Phelps antes dos 100m costas de sábado havia sido momentos antes, nos 50m livre, prova em que ele completou as eliminatórias na 8ª posição e desistiu de nadar a final.
Escrito por Daniel Takata Gomes às 13h16
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De novo em Charlotte
Segundo dia em Charlotte com alguns resultados interessantes. Thiago Pereira nadou os 200m borbo, prova que não está habituado, e conquistou a 3ª posição com 1:59.75. Detalhe para as ótimas viradas, onde ele tirava grande diferença para os primeiros colocados. O vencedor Dan Madwed mandou bem na água, mas nem tanto fora dela com seu bigode bisonho! Thiago também nadou os 100m costas, mas com 57.18 na eliminatória, ficou longe de sua melhor marca (54.75) e resolveu não nadar a final B. A grande prova do dia foi sem dúvida os 100m costas masculino. As câmeras de TV só focalizavam Michael Phelps, mas ele teve que se curvar ao recordista mundial Aaron Peirsol, vencedor com 53.32. Phelps, com 53.79, ficou a 78 centésimos de seu melhor. Não tenham dúvidas que ele irá investir nessa prova e com algum tempo de treinamento ele certamente ameaçará os melhores do mundo. Isso já não ouso dizer nos 50m livre, onde ele fez 23.24 na eliminatória e não quis nadar a final A. Talvez ele tenha a condição necessária para brilhar em provas de 100m, mas nos 50m já é querer demais. Posso queimar a língua, quem sabe!
O recordista mundial Fred Bousquet venceu os 50m livre com 21.33. Detalhe que ele usava um Jaked vermelho, mas com o logo tampado! O pódio foi completado por Cullen Jones (21.81) e George Bovell (22.01). O pódio foi mais fraco que o do Maria Lenk, o que também vem acontecendo com algumas outras provas. Claro que os americanos estão competindo pesados, mas já quer dizer alguma coisa!
Escrito por Daniel Takata Gomes às 21h22
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