RAIA QUATRO NEWS


A volta do fenômeno

Começou ontem o GP de Charlotte, na Carolina do Norte, Estados Unidos. Ontem aconteceram apenas os 800m feminino e os 1500m masculino, com vitórias de Katie Hoff e Peter Vanderkaay, respectivamente, em tempos bem modestos.

Hoje a grande atração foi a volta de Michael Phelps (foto) às competições. Depois de nadar as eliminatórias com tranquilidade, teve um pouco de dificuldade para assegurar vitórias em suas provas. Nos 200m livre, derrotou Vanderkaay por 69 centésimos com 1:46.02. O tempo é mais de três segundos acima de seu recorde mundial. Phelps não demonstrou gostar do tempo pela sua expressão após a chegada. Nos últimos metros, ele utilizou uma recuperação de braços esticada, muito usada por alguns velocistas (casos clássicos eram Inge de Bruijn e Michael Klim). Já nos 100m borbo, seu tempo foi mais significativo: 51.72, quase um segundo na frente do segundo colocado.

Thiago Pereira competiu os 100m peito e ficou na 3º posição com 1:02.46, atrás dos olímpicos Mark Gangloff e Eric Shanteau, este já recuperado de uma cirurgia que retirou um tumor de seus testículos no ano passado após a Olimpíada. Gangloff, inclusive, está há muito tempo para nadar abaixo do minuto na prova e não consegue. Hoje passou perto mais uma vez: 1:00.18, talvez o melhor resultado da competição até aqui. Mas quando será que esse 59 vem???

Realmente a galera tá nadando pesada. Até agora, Katie Hoff (2:00 nos 200m livre) e Ryan Lochte (1:50 nos 200m livre), além do próprio Phelps, registraram tempos modestos. Em relação a Phelps, acho que não devemos esperar uma destruição de recordes no Mundial de Roma, assim como foi em Pequim, e também em Melbourne/2007 e Barcelona/2003. Ele ficou quatro meses parado, está mudando seu treinamento e arriscará novas provas. O que podemos esperar é ele aumentar seu recorde de maior medalhista em Campeonatos Mundiais (são nada menos que 20 medalhas sendo 17 de ouro!).

Interessante notar que ao que parece o Jaked ainda não chegou com força total aos Estados Unidos. Comparando com o Troféu Maria Lenk, havia muito menos nadadores usando o super-traje italiano. Será que eles ainda estão com dificuldades no acesso ao maiô ou estão guardando para os momentos mais importantes (Campeonato Nacional e Mundial de Roma)?



Escrito por Daniel Takata Gomes às 20h06
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Duel in the Pool com recorde mundial!

Durante os tempos de Guerra Fria, os Estados Unidos organizaram um boicote político aos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, e os soviéticos deram o troco quatro anos depois, não participando dos Jogos de Los Angeles. Naquela época, para manter o espírito de cordialidade pelo menos no esporte, foram criados os Goodwill Games. Tratavam-se de duelos entre Estados Unidos e União Soviética, que tiveram início em 1986 e em geral eram realizados de quatro em quatro anos (na foto, o logo da edição de 1990). Grandes resultados sempre aconteciam, pois eram dois dos países mais fortes no mundo do esporte.

Na natação (e também em alguns outros esportes), o formato da competição era voltado para a mídia. Então havia duelos, provas curtas, provas alternativas, tudo para atrair público. Com o fim da Guerra Fria, a competição continuou com algumas mudanças de formato, como por exemplo a participação de um selecionado europeu e um selecionado mundial contra os melhores americanos e russos.

A última vez que o Goodwill Games foi disputado foi em 2001. Na natação, para preencher a lacuna deixada com o fim da competição, foi criado o Duel in the Pool. Em 2003, a primeira edição ocorreu com o duelo entre Estados Unidos e Austrália, as duas potências da atualidade. Alguns bons resultados aconteceram naquele ano (como um recorde mundial de Michael Phelps nos 400m medley - foto), o que deu força para a competição continuar. Com periodicidade de dois em dois anos, a última edição nesse formato foi em 2007, com uma atração: um revezamento misto 4x100m livre (dois homens e duas mulheres) que causou polêmica, pois a australiana Libby Trickett abriu a prova com um tempo abaixo do recorde mundial dos 100m livre, mas que não pôde ser homologado porque o 4x100m livre misto não era uma prova oficial.

No ano passado, os americanos resolveram mudar e acertaram o Duel in the Pool com uma seleção européia para 2009. Os australianos deram o troco e resolveram duelar com os japoneses. Alemães e britânicos também criaram sua versão para a competição, que terá início em 2010. Parece que a moda pegou!

O fato é que Austrália e Japão competiram esse final de semana, com alguns resultados que merecem destaque. A começar, novamente, por Libby Trickett, que, nadando a mesma prova que causou polêmica em 2007 (4x100m livre misto), dessa vez quase bateu o recore mundial abrindo a prova, perfazendo 52.89 - apenas um centésimo acima de sua própria marca mundial.

Mas o melhor resultado foi do japonês Ryosuke Irie (foto). No ano passado, ele tinha chegado aos Jogos de Pequim entre os favoritos nos 200m costas, mas, inexperiente, sucumbiu à pressão. Agora, dá mostras que veio para ficar. Primeiro, ficou a dois centésimos do recorde mundial dos 100m costas com 52.56. Depois, destruiu a marca dos 200m costas, que era do americano Ryan Lochte, em simplesmente mais de um segundo (1:52.86)!!! Detalhe no seu estilo é que ele quase não bate perna (duas pernadas para cada ciclo de braçadas), o que dá margem para melhora. Irie vestiu um traje da Arena que ainda está esperando por aprovação, assim como o X-Glide de César Cielo e Alain Bernard. Mas, ao contrário da moda mundial, ele não vestiu um body suit, e sim apenas uma calça.

Nos 200m peito, Ryo Tateishi fez 2:08.25 e tirou por 19 centésimos a liderança do ranking mundial de Henrique Barbosa. Eamon Sullivan, recordista mundial dos 50m e 100m livre até algumas semanas atrás, venceu os 100m com 48.40 e ficou em 3º nos 50m com 22.46. A maior estrela australiana, Stephanie Rice, ficou bem longe de seus recordes mundiais de 200m e 400m medley e terminou apenas nas 3ª posição em ambas as provas.

No final, os japoneses - quem diria! - venceram por 14 vitórias a 10.



Escrito por Daniel Takata Gomes às 19h00
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Resumo da ópera

Desculpem pela demora em atualizar o blog, mas sábado e domingo estive no Maria Lenk e ontem não tive tempo de acessar. Vocês já devem saber o que aconteceu nas últimas finais do Troféu Maria Lenk, por isso vou aqui fazer um resumo do que foi a melhor competição nacional dos últimos tempos.

QUEM TEM BOCA...

27 nadadores foram selecionados para representar o Brasil no Mundial de Roma. É um número simplesmente 80% maior do que a seleção que foi a Melbourne, no Mundial de 2007. E isso que não seremos representados nos revezamentos 4x100m e 4x200m livre feminino. Segue abaixo a relação dos atletas que conseguiram índices, limitados a dois por prova individual:

50m livre feminino – Flávia Delaroli (25.06)
50m livre masculino – César Cielo (21.30) e Nicholas dos Santos (21.74)
100m livre masculino – César Cielo (47.60) e Nicolas Oliveira (48.69)
200m livre masculino – Nicolas Oliveira (1:46.90) e Rodrigo Castro (1:47.47)
50m costas feminino – Fabíola Molina (28.19) e Etiene Medeiros (28.55)
50m costas masculino – Guilherme Guido (24.71) e Daniel Orzechowski (25.41)
100m costas feminino – Fabíola Molina (1:00.51)
100m costas masculino – Gabriel Mangabeira (53.81) e Guilherme Guido (53.99)
50m peito feminino – Tatiane Sakemi (30.81) e Ana Carla Carvalho (31.13)
50m peito masculino – Felipe França (26.89) e João Luiz Jr. (27.14)
100m peito feminino – Tatiane Sakemi (1:07.87) e Carolina Mussi (1:08.41)
100m peito masculino – Henrique Barbosa (59.03) e João Luiz Jr. (1:00.40)
200m peito feminino – Carolina Mussi (2:27.42)
200m peito masculino – Henrique Barbosa (2:08.44) e Tales Cerdeira (2:09.31)
50m borboleta feminino – Gabriella Silva (26.18) e Daynara de Paula (26.42)
50m borboleta masculino – César Cielo (23.42) e Nicholas dos Santos (23.43)
100m borboleta feminino – Gabriella Silva (58.00)
100m borboleta masculino – Gabriel Mangabeira (51.21) e Kaio Márcio de Almeida (51.64)
200m borboleta masculino – Kaio Márcio de Almeida (1:53.92)
200m medley feminino – Joanna Maranhão (2:14.06
200m medley masculino - Thiago Pereira (1:58.06) e Henrique Rodrigues (1:59.47)
400m medley feminino – Joanna Maranhão (4:40.01)
400m medley masculino – Thiago Pereira (4:11.25)
4x100m livre masculino – César Cielo (47.60), Nicolas Oliveira (48.69), Fernando Silva (48.76) e Guilherme Roth (48.85)
4x100m medley feminino – Fabíola Molina (1:00.51), Tatiane Sakemi (1:07.67), Gabriella Silva (58.00) e Tatiana Lemos (55.01)
4x100m medley masculino – Guilherme Guido (53.99), Henrique Barbosa (59.03), Gabriel Mangabeira (51.21) e César Cielo (47.60)
4x200m livre masculino – Nicolas Olivera (1:46.90), Rodrigo Castro (1:47.47), Lucas Salatta (1:48.61) e Thiago Pereira (1:49.45)

Os atletas que irão a Roma são esses, mas isso não significa que serão exatamente essas as provas que irão nadar. Por exemplo, César Cielo ou Nicholas Santos podem desistir dos 50m borbo para priorizar o livre e ceder a vaga a Kaio Márcio. Joanna Maranhão pode nadar os 200m borbo, já que ela estará lá, apesar de não ter conseguido o índice da CBDA.

RECREIO DOS BANDEIRANTES

O Esporte Clube Pinheiros conquistou o sétimo título consecutivo e o 12º de sua história, igualando-se ao Flamengo como o maior vencedor da história do Troféu Brasil/Maria Lenk. A supremacia foi avassaladora: quase o dobro de pontos do segundo colocado, o Minas Tênis Clube. Pudera: o Pinheiros tinha a maior equipe, o maior número dos nadadores "de elite" do Brasil (nada menos que 16 dos 27 que irão a Roma são pinheiristas) e a equipe que melhor nadou a competição em termos de melhoras de tempos. Foi impressionante o quanto os atletas do Pinheiros melhoraram suas performances. Claro, com uma ajudinha...

MAIÔ MAIÔ MAIÔ

Em uma matéria feita pela SporTV antes da competição, alguns nadadores foram entrevistados sobre os efeitos que os trajes hi-tech estariam causando na natação. Chamou a atenção a nadadora Gabriella Silva, que depois de ser filmada com a mão tremendo devido ao aperto do maiô, declarou que o traje não era nem de longe uma das cinco principais coisas que contam no resultado final. Porém não foi isso que se viu no Rio de Janeiro. Conversando com um nadador, ouvi que do Fastskin para o Bluseventy a o ganho de performance é notável. Deste para o Jaked, então, é sem palavras. Não foi a toa que mais de 80% dos recordes sul-americanos individuais conseguidos na competição foram com o traje italiano. Os únicos que fugiram da regra foram Kaio Márcio, nadando de Bluseventy, e César Cielo, patrocinado da Arena, ora experimentando um novo protótipo, ora nadando com um traje antigo.

ENXURRADA DE RECORDES

Sim, foram 37 recordes sul-americanos! Difícil de acreditar no início da década, quando os recordes eram minguados (lembram-se do Troféu Brasil em Brasília, com apenas dois recordes em 2002?). Algumas performances merecem destaque. Gabriel Mangabeira é o 8º da história dos 100m borbo e ainda nadou os 100m costas abaixo de 54s, derrotando o favorito Gilherme Guido (que na mesma toada também quebrou a barreira). Guido, aliás, é agora o 5º all-time dos 50m costas. O campeão olímpico César Cielo vinha de treinamentos pesados e sem grandes expectativas, mas quase igualou seu tempo do ouro olímpico nos 50m livre e melhorou o tempo do bronze olímpico nos 100m livre. Ele não vai balizado com o primeiro tempo para o Mundial, mas para nós é o favorito nos 50m livre e pode surpreender na briga pelo ouro nos 100m. Pela primeira vez teremos quatro nadadores abaixo de 49s no 4x100m livre (em Pequim, no ano passado, apenas Cesão obtinha o feito). Mas nada comparado ao que se viu nas provas de peito.

MANDANDO NO PEITO

Impossível não começar falando de Felipe França, que se tornou o primeiro recordista mundial brasileiro em piscina de 50m desde Ricardo Prado em 1982. Com 26.89, ele superou o recorde do sul-africano Cameron van der Burgh em 17 centésimos. Não só sua performance foi fantástica, como a de outros quatro peitistas: são cinco brasileiros entre os oito melhores do mundo este ano e entre os 10 melhores da história! França, João Luiz Junior, Henrique Barbosa, Eduardo Fischer (todos do Pinheiros) e Felipe Lima (Unisanta) fazem a gente ficar sem saudade de apenas alguns anos atrás, quando o nado de peito brasileiro era o que fazia mais feio em termos internacionais. Por pouco também não vimos o primeiro recorde mundial brasileiro desde Prado em uma prova olímpica: Henrique ficou a apenas 12 centésimos da marca do japonês Kosuke Kitajima nos 100m peito com 59.03. Mas ele é o líder do ranking mundial este ano, e 2º nos 200m peito (3º all-time), trazendo junto Tales Cerdeira (do... Pinheiros!), o 4º do ranking. Excepcional performance também das meninas - sim, o peito feminino do Brasil trazendo bons resultados! Mesmo este ano, isso parecia tão improvável quanto o Brasil ser escolhido sede da Olimpíada de 2016 (não se preocupem, essa última alternativa continua fora de cogitação!). Mas aconteceu! Se a torcida antes era para que elas conseguissem índices, elas conseguiram muito mais! Tatiane Sakemi (foto abaixo) é, acreditem, a 6ª do ranking mundial nos 50m peito, a menos de 80 centésimos do recorde mundial! Ana Carla Carvalho é a 13º do mesmo ranking. Nos 100m, também teremos duas representantes em Roma: Tatiane e Carolina Mussi. E nos 200m, Carolina será a única representante brasuca. As três nadadores representam, adivinhem? O Pinheiros! Será coincidência? Não à toa, o técnico Arilson Soares, que comanda somente os nadadores do estilo no clube, foi convocado para sua primeira seleção brasileira absoluta.

CHANCES DE MEDALHA

Muito importante falar nisso. A medalha de ouro de César Cielo deu à natação uma visibilidade poucas vezes vista aqui no Brasil. Atraiu público, patrocinadores, atletas. Os excelentes resultados deste Maria Lenk podem ser considerados em parte fruto da conquista de Cielo. Felipe França já declarou que o ouro de seu amigo o fez treinar como um louco e acreditar que ele também tinha chance. Uma boa performance brasileira no Mundial de Roma faria a bola de neve rolar. Certamente haverá uma cobertura por parte da imprensa como nunca se viu aqui no Brasil para um Mundial de natação. Se o Brasil, objetivamente falando, conseguir um recorde de medalhas (o máximo conseguido foi em Roma/1994, com duas, também a última vez que o Brasil subiu ao pódio), a promoção do esporte continuará, e com isso, mais retorno (= dinheiro e investimento). A chance de alavancar a natação nacional está aí, não podemos desperdiçá-la! Você, nadador brasileiro que nadará em Roma, esteja ciente disso! E você, torcedor fanático da natação brasileira, espalhe, divulgue, chame os amigos, fale para eles dos recordes, de Cielo, de Phelps. A natação, mais do que nunca, é a bola da vez.



Escrito por Daniel Takata Gomes às 17h58
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O texto abaixo saiu no UOL anteontem, e eu já tinha separado para colocar aqui hoje antes mesmo do recorde mundial de Felipe França. Amanhã tem a final dos 50m e eliminatórias dos 100m, mais emoções vêm por aí!

Recorde mundial? Henrique Barbosa não admite, mas pensa na marca para sábado

Henrique Barbosa surpreendeu os mais desavisados no Troféu Maria Lenk, que está sendo disputado no Rio de Janeiro. Após passar despercebido em Pequim-2008, em 2009 ele entrou definitivamente no grupo dos maiores do mundo. E, no próximo sábado, pode subir ainda mais nessa lista.

Após marcar o segundo tempo da história nos 200 m peito nesta quarta-feira, ele avisou que nos 100 m peito, com eliminatórias apenas no fim de semana, ele pode ir ainda melhor. "Estou esperando um resultado ainda melhor. Normalmente, quando eu vou bem nos 200 m, nado bem também os 100 m".

Recorde Mundial? Henrique não usou a palavra. Mas deu a entender que é possível. "Não vou prometer. Mas pode ser melhor (do que fez nesta terça-feira). Os 100 m sempre foram minha melhor prova. Sei nadar, nadei 11 milhões de vezes. É uma prova que tem muita gente forte e isso ajuda. A adrenalina faz você ser ainda mais rápido", diz. O último recorde mundial de um nadador brasileiro em piscina longa foi de Ricardo Prado, nos 400 m medley, em 1982.

Técnico de nado de peito do Pinheiros, clube de Barbosa, Arílson Soares admite que é possível, sim, sonhar com a marca de Kosuke Kitajima, de 58s91. "O Henrique mostra há muito tempo um potencial enorme. Nas Olimpíadas, ele não acertou, o que é normal. Natação não é ciência exata. Mas, hoje, ele tem chance de chegar nesse recorde mundial. É só pensar que, há alguns anos, os nadadores treinavam para fazer 1min04. Hoje, ele nada para 1min00. E pode nadar mais baixo. Acho que ele provou que não acredita mais nas barreiras", analisa o treinador.

O melhor tempo da carreira de Henrique na distância é 01min00s05, do mês passado, no Campeonato Francês, em Montpellier. Nos 200 m peito, ele melhorou sua marca do ano em mais de quatro segundo. Para o Maria Lenk, fez preparação especial. Está 7 kg mais magro do que em Pequim, por exemplo. "Dá para nadar abaixo de 1 minuto", diz o nadador.

Dono da marca mundial ou não, Henrique sabe que, a partir de agora, nadará com a pressão por seus resultados. Como as seletivas européias já passaram e o japonês Kitajima fora do Mundial, ele vai chegar à Itália como um dos principais nomes do nado peito.

"Acho que agora eu virei a mesa. Nunca cheguei em uma competição importante com o status que vou chegar agora. Mas eu tenho 24 anos, não sou mais moleque. Fui campeão universitário, fui campeão americano, fui campeão francês. Isso só vai me ajudar. E eu gosto de nadar sob pressão".



Escrito por Daniel Takata Gomes às 22h10
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RECORDE MUNDIAL!!!!

Sim, isso mesmo, RECORDE MUNDIAL, no TROFÉU MARIA LENK, em PISCINA DE 50M, e por um NADADOR BRASILEIRO!!!

O autor da façanha ocorrida agora há pouco foi Felipe França, o rei da filipina! Com um impressionante 26.89, superou em 17 centésimos a marca anterior do sul-africano Cameron van der Burgh e se tornou o primeiro homem do planeta a nadar a prova abaixo de 27s em piscina longa.

E não foi só isso. João Luiz Junior chegou perto do tempo do sul-africano, com 27.14, e agora é o terceiro melhor nadador da história da prova! Henrique Barbosa nadou pela primeira vez na casa dos 27s e logo para 27.20, se tornando o quinto mais rápido de todos os tempos. Felipe Lima com 27.29 e Eduardo Fischer com 27.37 também estão entre os melhores da história! Veja o ranking abaixo:

1.  Felipe França, BRA         26.89 2009
2.  Cameron van der Burgh, RSA 27.06 2009
3.  João Luiz Junior, BRA      27.14 2009
4.  Oleg Lisogor, UKR          27.18 2002
5.  Henrique Barbosa, BRA      27.20 2009
6.  Alessandro Terrin, ITA     27.25 2009
7.  Felipe Lima, BRA           27.29 2009
8.  Brenton Rickard, AUS       27.30 2008
9.  Giacomo Dortona, FRA       27.36 2009
10. Eduardo Fischer, BRA       27.37 2009

Cinco brasileiros entre os 10 melhores da história da prova! E todos eles nadaram bem abaixo do antigo recorde sul-americano de 27.58 de Felipe Lima!

Algumas curiosidades: o último recorde mundial brasileiro foi estabelecido por Thiago Pereira, no final de 2007, nos 200m medley, em piscina de 25m em Berlim. Em piscinas brasileiras, a última marca mundial havia sido de Kaio Márcio, em Santos, nos 50m borboleta em 2005, também em piscina de 25m.

Em piscina de 50m, os fatos são mais antigos. O último recorde mundial brasileiro foi com Ricardo Prado, em 1982, nos 400m medley no Mundial de Guaiaquil. E o último recorde mundial obtido por um brasileiro em piscina local foi de José Fiolo, em 1968, no Rio de Janeiro, na prova de 100m peito.

A última vez que os brasileiros haviam presenciado um recorde mundial em piscina de 50m foi em 2000, quando a holandesa Inge de Bruijn superou a marca dos 50m livre na piscina do Julio Delamare, também no Rio de Janeiro.

Só para finalizar, Tatiane Sakemi, Ana Carla Carvalho e Carolina Mussi pegaram índice para o Mundial nos 50m peito feminino. Tatiane fez 30.81, e o recorde mundial da prova é 30.05! Algo inimaginável há somente alguns minutos!

Encha o peito e diga: BRASIL, O PAÍS DO NADO DE PEITO!

 



Escrito por Daniel Takata Gomes às 19h01
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Troféu Maria Lenk - finais do terceiro dia

400m livre feminino: A chilena Kristel Kobrich já havia chegado perto do recorde sul-americano dos 400m livre na passagem dos 800m. Nadando a prova pra valer, não decepcionou e com 4:11.83 é a nova detentora da marca continental. Joanna Maranhão, melhorando quatro segundos de seu melhor tempo, com 4:12.19, é a nova recordista brasileira. Monique Ferreira, que perdeu seus dois recordes, ficou com o bronze com 4:13.62. Pela sua piora nos 400m e melhora nos 200m, parece que ela está mais veloz do que resistente, talvez almejando nadar bem os 100m para pleitear uma vaga no revezamento 4x100m livre no Mundial. Lembrando que esse revezamento ainda não tem índice - é preciso uma média de 55.32 por nadadora. Difícil, pois apenas Tatiana Lemos com 55.01 tem um tempo abaixo disso. Mas nesse Maria Lenk não dá pra duvidar de nada...

Joanna Maranhão

 

400m livre masculino: Depois de uma grande alternância entre os líderes, Conrado Chede ficou com a vitória com 3:52.64 em uma prova muito equilibrada. Apesar da notável evolução de alguns finalistas, a prova teve nível técnico fraco. Felipe May piorou seu tempo para ficar com a prata (3:53.27) e Leonardo Fim melhorou muito para o bronze (3:53.57). Decepção para o recordista sul-americano Armando Negreiros, fechando raia com 3:58.00.

Conrado Chede 

 

200m costas feminino: Nas eliminatórias, Fernanda Alvarenga nadou uma prova impressionante! Melhorou mais de dois segundos de seu recorde sul-americano, com 2:12.32, e a possibilidade de um índice para o Mundial, que parecia remota, ganhou contornos reais. No entanto, na final, ela mostrou cansaço e terminou com 2:13.26, dois segundos acima do índice. Ainda assim um tempo fantástico (para se ter uma idéia, a segunda melhor brasileira da história da prova, Joanna Maranhão, tem 2:16!). A briga ficou pelo pódio, e quem se deu bem foi Rebeca Bretanha (2:18.84) e Lorena Rezende (2:19.33).

Fernanda Alvarenga

 

200m costas masculino: A expectativa era que a briga acirrada entre pelo menos três nadadores pudesse fazer com que eles nadassem abaixo do índice para o Mundial. Não foi nada disso que aconteceu. Os favoritos Lucas Salatta e André Schultz pioraram seus tempos e quem se aproveitou disso foram Leonardo Guedes e Fernando Santos. Aliás Fernando foi a grande surpresa, levando o ouro com 1:59.98 e melhorando mais de dois segundos e meio de seu melhor! A grande comemoração não foi à toa! Leonardo superou Salatta por um centésimo, com 2:00.10, e na prova em que poderíamos ter três nadadores com índice não teremos representantes no Mundial, pelo menos a princípio.

Fernando Santos

 

50m borboleta feminino: Na eliminatória Gabriella Silva fez 26.18 e bateu o recorde sul-americano. Hoje, repetiu o tempo e igualou seu recorde. Ainda assim, saiu da piscina decepcionada. Não é pra menos: nadando borboleta na prova de 50m livre, ela havia feito um tempo bem melhor (25.75). Hoje, disse que não deu tempo de umedecer seu traje para que ele ganhasse aderência, fato que gerou entrada de água no maiô durante a prova e fez com que ela fosse prejudicada. Isso não apaga o fato de que ela é uma das melhores do mundo na prova e que estará na briga por medalhas no Mundial caso esse problema não se repita. Bom tempo para Daynara de Paula (26.42), que também irá para Roma. Nathália Sá dos Santos já havia melhorado bem seu tempo nos 50m livre e agora no borbo belisca uma medalha com 27.17, agora a terceira melhor brasileira da história da prova.

Gabriella Silva

 

50m borboleta masculino: Briga acirrada por recordes e vagas no Mundial nos 50m borbo. Foram tantos os nadadores que fizeram índice que nem vale a pena citar todos. Mas a seqüência de recordes foi a seguinte: nas eliminatórias, Kaio Márcio (23.55, igualando a marca sul-americana de Fernando Scherer), depois César Cielo (23.49) e então Guilherme Roth (23.46). Mas na mesma série de Roth o argentino Andrez Gonzalez anotou o tempo de 23.45, que seria recorde sul-americano. Mas na realidade o tempo real de Gonzalez foi 25.45, que foi corrigido na manhã de hoje, tendo sido o recorde devidamente devolvido a Roth. Mas durou pouco. Na final, Cesão (com uma chegada bisonha!) venceu com 23.42. Ao menos 30 centésimos ele pode tirar se melhorar essa chegadinha. Prata para Nicholas Santos (23.43) e bronze para Roth (23.64), que passou a noite com a vaga para Roma e perdeu na manhã de hoje. Após a prova, Kaio Márcio fez uma tentativa isolada (ele não pode nadar a final porque está nadando em observação, sem clube) e quase tira a vaga de Nicholas, mas com 23.44 terá que se contentar com "apenas" os 100m e muito provavelmente 200m borbo em Roma. De se notar o tempo de Gabriel Mangabeira (24.07), mais lento que sua passagem dos 100m borbo (24.00)!

César Cielo

 

4x200m livre: Mesmo poupando suas principais atletas (Tatiana Lemos e Monique Ferreira, que irão com tudo para os 100m livre), o Pinheiros venceu no feminino com 8:14.05, mas não tranquilamente, com a vitória sendo garantida somente nos últimos 100m quando Manuella Lyrio conseguiu ultrapassar Izabela Fortini do Minas. A Unisanta ficou com o bronze. No masculino, Thiago Pereira abriu para 1:49.45 e garantiu vaga no revezamento do Mundial. Mas o ouro ficou com a Unisanta. Felipe May pulou dois segundos na frente de Rodrigo Castro, administrou, esperou Rodrigo dar tudo para ficar próximo e aí aproveitou o cansaço do adversário no final para abrir uma margem de meio segundo (7:21.61). O Pinheiros, sem Nicolas Oliveira e Lucas Salatta, não conseguiu pódio. O bronze ficou com o Corinthians.

Equipe masculina da Unisanta



Escrito por Daniel Takata Gomes às 16h00
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Hipertenso

Nicolas Oliveira não apareceu hoje para nadar a final dos 200m livre. Ele perdeu a medalha de ouro, mas, menos mal, não a vaga para o Mundial de Roma. Veja abaixo a reportagem do UOL falando mais sobre a situação do nadador.

Nadador hipertenso lida com pai na UTI para fazer índice para Roma 

Nicolas Oliveira deixou a piscina do parque aquático Maria Lenk aliviado. Ao nadar os 200 m livre da última seletiva brasileira para o Mundial, ele garantiu seu nome na delegação brasileira que vai à Roma, em julho. O resultado foi dedicado ao seu pai, Sílvio Oliveira, de apenas 58 anos, que tinha acabado de sair da UTI, após sofrer um aneurisma na aorta.

"Ele descobriu o problema em um check up normal. Os médicos disseram que se não tivesse sido detectado o problema, ele teria só mais seis meses de vida", conta o nadador. "Há duas semanas, ele foi operado. Eu e meu irmão nos revezamos para ficar no hospital. Ele saiu hoje da UTI", comemora o atleta, que perdeu a mãe também por causa de aneurisma, mas cerebral.

Na quarta-feira, Nicolas marcou o melhor tempo das eliminatórias da prova, com 1min46s90, primeiro brasileiro a quebrar a barreira dos 1min47. O outro brasileiro com índice para a prova é Rodrigo Castro, com 1min47s87, conquistado nas Olimpíadas de Pequim.

No primeiro recorde sul-americano adulto de sua carreira, Nicolas mostrou superação de uma doença perigosa, que atinge muitos brasileiros e que nem sempre é tratada como deveria. O nadador, apesar da vida regrada, é hipertenso. Faz sistematicamente o controle de pressão sanguínea e diariamente tem de tomar um remédio para controlá-la.

"Eu descobri o problema em 2007, quando fui à festa do Prêmio Brasil Olímpico. Desmaiei no meio da cerimônia e fui levado a um hospital. Fiz um exame que mede a pressão por um dia inteiro e o problema foi diagnosticado", conta o jovem de 22 anos. Desde então, além do remédio diário, tem também de cuidar da alimentação. "Hoje, penso muito antes de comer qualquer coisa. Comida, só sem sal", completa.

O índice também mostra a recuperação de Nicolas após os Jogos de Pequim. Convocado para os dois revezamentos (4x100 m e 200 m livre), ele acabou causando a eliminação do 4x100 por cair cedo demais na piscina. "Foi muita pressão na China. Eu acabei fazendo das Olimpíadas uma coisa maior do que realmente é. Na verdade, é só mais uma competição. Aprendi isso".

Mesmo sem competir a final dos 200 m livre nesta quinta-feira, Nicolas confirmou presença em Roma. Com pressão alta, o atleta preferiu ficar no hotel após se sentir mal. Terceiro colocado na prova, Rodrigo Castro também conquistou a vaga, com o tempo conquistado ainda nas eliminatórias (1min47s87). No feminino, Monique Ferreira ganhou a prova, com o tempo de 2min00s59, mas ficou abaixo do índice.

Com resfriado e 38 graus de febre na quarta-feira, o médico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Marcus Bernhoeft, preferiu poupar o Nicolas da competição desta quinta. "O Nicolas tem um quadro de hipertensão e ainda não tem um diagnóstico muito preciso. Ele usa medicamentos por causa disso, mas pegou um resfriado e isso acaba aumentando a pressão mais que o normal", contou o médico.



Escrito por Daniel Takata Gomes às 20h21
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Levantamento intressante

Em dois dias de Troféu Maria Lenk, vimos alguns nadadores ingressarem entre os melhores do mundo em suas provas. Podemos dar uma olhada nos rankings top 15 all-time de algumas provas para vermos a colocação dos brasileiros nos rankings históricos. Nada menos que 9 provas, todas masculinas, têm pelo menos um brasileiro! Esse cenário é inédito na nossa natação! Nunca tivemos tantos brasileiros entre os melhores do mundo, e mais, entre os melhores da história! E alguém tem alguma dúvida de que essa lista irá aumentar até o final do Troféu?

Abaixo, confira os rankings destas provas, com os brasileiros marcados em negrito. Também acrescentamos o ranking dos 50m borboleta feminino, na qual Gabriella Silva figuraria caso seu tempo de 50m livre nadando borbo pudesse ser oficialmente considerado (e aqui colocamos ela no ranking para ver como ficaria), e o dos 50m costas feminino, em que Fabíola Molina fica bem perto das 15 melhores da história.


50m borboleta feminino
1.  Marleen Veldhuis, NED      25.33 2009
2.  Therese Alshammar, SWE     25.46 2007
3.  Anna-Karin Kammerling, SWE 25.57 2002
4.  Marieke Guehrer, AUS       25.60 2009
5.  Inge de Bruijn, NED        25.64 2000
6.  Gabriella Silva, BRA       25.75 2009
7.  Inge Dekker, NED           25.89 2008
8.  Hinkelien Schreuder, NED   25.98 2009
9.  Jeanette Ottesen, DEN      26.00 2009
10. Jenny Thompson, USA        26.00 2003
11. Lisbeth Trickett, AUS      26.02 2009
12. Chantal Groot, NED         26.03 2008
13. Liuyang Jiao, CHN          26.04 2009
14. Danni Miatke, AUS          26.05 2007
15. Diane Bui Duyet, FRA       26.10 2009

50m costas feminino
1.  Anastasia Zueva, RUS     27.47 2009
2.  Jing Zhao, CHN           27.67 2009
3.  Sophie Edington, AUS     27.67 2008
4.  Chang Gao, CHN           27.76 2009
5.  Aya Terakawa, JPN        27.78 2009
6.  Hayley McGregory, USA    27.80 2008
7.  Emily Seebohm, AUS       27.95 2008
8.  Shiho Sakai, JPN         27.97 2008
9.  Sanja Jovanovic, CRO     28.05 2008
10. Li Yang, CHN             28.09 2007
11. Mercedes Peris, ESP      28.10 2009
12. Nina Zhivanevskaya, ESP  28.11 2008
13. Tianlongzi Xu, CHN       28.13 2009
14. Leila Vaziri, USA        28.16 2007
15. Hinkelien Schreuder, NED 28.18 2009
16. Shiho Sakai, JPN         28.18 2009
17. Fabíola Molina, BRA      28.19 2009

50m livre masculino
1.  Frederick Bousquet, FRA   20.94 2009
2.  Alain Bernard, FRA        21.23 2009
3.  Eamon Sullivan, AUS       21.28 2008
4.  César Cielo, BRA          21.30 2008
5.  Amaury Leveaux, FRA       21.38 2008
6.  Garrett Weber-Gale, USA   21.47 2008
7.  Cullen Jones, USA         21.59 2008
8.  Ashley Callus, AUS        21.62 2008
9.  Ben Wildman-Tobriner, USA 21.64 2008
10. Alexander Popov, RUS      21.64 2008
11. Fabien Gilot, FRA         21.65 2009
12. Roland Schoeman, RSA      21.69 2008
13. Stefan Nystrand, SWE      21.71 2008
14. Nicholas Santos, BRA      21.74 2009
15. Gary Hall Jr, USA         21.76 2000

100m livre masculino
1.  Alain Bernard, FRA       46.94 2009
2.  Eamon Sullivan, AUS      47.05 2008
3.  Frederick Bousquet, FRA  47.15 2009
4.  Michael Phelps, USA      47.51 2008
5.  Brent Hayden, CAN        47.56 2008
6.  Jason Lezak, USA         47.58 2008
7.  Andrey Grechin, RUS      47.59 2009
8.  César Cielo, BRA         47.67 2008
9.  Pieter vdHoogenband, NED 47.68 2008
10. Amaury Leveaux, FRA      47.76 2008
11. William Meynard, FRA     47.77 2009
12. Garret Weber-Gale, USA   47.78 2008
13. Stefan Nystrand, SWE     47.83 2008
14. Matt Target, AUS         47.88 2008
15. Fabien Gilot, FRA        47.98 2009

100m borboleta masculino
1.  Ian Crocker, USA        50.40 2005
2.  Rafa Muñoz, ESP         50.46 2009
3.  Michael Phelps, USA     50.58 2008
4.  Mirolad Cavic, SRB      50.59 2008
5.  Andriy Serdinov, UKR    51.10 2008
6.  Andrew Lauterstein, AUS 51.12 2008
7.  Jason Dunford, KEN      51.14 2008
8.  Gabriel Mangabeira, BRA 51.21 2009
9.  Peter Mankoc, SLO       51.24 2008
10. Takuro Fujii, JPN       51.28 2009
11. Kohei Kawamoto, JPN     51.33 2008
12. Jiawei Zhou, CHN        51.36 2008
13. Clement Lefert, FRA     51.42 2009
14. Frederick Bousquet, FRA 51.50 2008
15. Evgeni Korotyshkin, RUS 51.55 2009

200m borboleta masculino
1.  Michael Phelps, USA     1:52.03 2008
2.  Laszlo Cseh, HUN        1:52.70 2008
3.  Takeshi Matsuda, JPN    1:52.97 2008
4.  William Stovall, USA    1:53.86 2008
5.  Moss Burmester, NZL     1:54.15 2009
6.  Nikolai Skvortsov, RUS  1:54.31 2008
7.  Peng Wu, CHN            1:54.35 2008
8.  Pawel Korzeniowski, POL 1:54.38 2008
9.  Davis Tarwater, USA     1:54.46 2008
10. Nick D`Arcy, AUS        1:54.46 2009
11. Takashi Yamamoto, JPN   1:54.56 2004
12. Franck Esposito, FRA    1:54.62 2002
13. Kaio Almeida, BRA       1:54.65 2008
14. Ryuichi Shibata, JPN    1:54.99 2007
15. Tom Malchow, USA        1:55.03 2001

50m costas masculino
1.  Randall Bal, USA            24.33 2008
2.  Junya Koga, JPN             24.45 2009
3.  Liam Tancock, GBR           24.47 2008
4.  Benedict Hesen, USA         24.70 2008
5.  Guilherme Guido, BRA        24.71 2009
6.  Camille Lacourt, FRA        24.78 2009
7.  Thomas Rupprath, GER        24.80 2003
8.  Ashley Delaney, AUS         24.81 2009
9.  Aschwin Wildeboer, ESP      24.84 2009
10. Flori Lang, SUI             24.84 2009
11. Miguel Rando, ESP           24.87 2009
12. Jeremy Stravius, FRA        24.88 2009
13. Matthew Clay, GBR           24.89 2008
14. Aristeidis Grigoriadis, GRE 24.94 2008
15. Ryosuke Irie, JPN           24.96 2009

100m peito masculino
1.  Kosuke Kitajima, JPN       58.91   2008
2.  Brendan Hansen, USA        59.13   2006
3.  Alexander Dale Oen, NOR    59.16   2008
4.  Hugues Duboscq, FRA        59.37   2008
5.  Lennart Stekelenburg, NED  59.50   2009
6.  Brenton Rickard, AUS       59.65   2008
7.  Ryo Tateishi, JPN          59.80   2009
8.  Roman Sludnov, RUS         59.87   2008
9.  Chris Cook, GBR            59.88   2008
10. Yuta Suenaga, JPN          59.90   2009
11. Cameron van der Burgh, RSA 59.96   2008
12. Darren Mew, GBR            1:00.02 2004
13. Henrique Barbosa, BRA      1:00.05 2009
14. Oleg Lisogor, UKR          1:00.06 2005
15. Eric Shanteau, USA         1:00.09 2009

200m peito masculino
1.  Kosuke Kitajima, JPN   2:07.51 2008
2.  Henrique Barbosa, BRA  2:08.44 2009
3.  Brendan Hansen, USA    2:08.50 2006
4.  Daniel Gyurta, HUN     2:08.68 2008
5.  Yuta Suenaga, JPN      2:08.77 2009
6.  Michael Brown, CAN     2:08.84 2008
7.  Brenton Rickard, AUS   2:08.88 2008
8.  Hugues Duboscq, FRA    2:08.94 2008
9.  Paolo Bossini, ITA     2:08.98 2008
10. Scott W. Spann, USA    2:09.08 2008
11. Loris Facci, ITA       2:09.12 2008
12. Tales Cerdeira, BRA    2:09.31 2009
13. Naoya Tomita, JPN      2:09.32 2009
14. Ryo Tateishi, JPN      2:09.36 2009
15. Kazuki Otsuka, JPN     2:09.50 2009

200m medley masculino
1.  Michael Phelps, USA    1:54.23 2008
2.  Ryan Lochte, USA       1:55.22 2008
3.  Laszlo Cseh, HUN       1:56.52 2008
4.  Darian Townsend, RSA   1:57.03 2009
5.  Ken Takakuwa, JPN      1:57.24 2009
6.  James Goddard, GBR     1:57.72 2008
7.  Thiago Pereira, BRA    1:57.79 2007
8.  Liam Tancock, GBR      1:57.79 2008
9.  Eric Shanteau, USA     1:58.05 2006
10. Jani Sievinen, FIN     1:58.16 1994
11. Bradley Ally, BAR      1:58.57 2008
12. George Bovell, TRI     1:58.80 2004
13. Alessio Boggiatto, ITA 1:58.80 2008
14. Massi Rosolino, ITA    1:58.98 2000
15. Takuro Fujii, JPN      1:59.09 2009

400m medley masculino
1.  Michael Phelps, USA    4:03.84 2008
2.  Ryan Lochte, USA       4:06.08 2008
3.  Laszlo Cseh, HUN       4:06.16 2008
4.  Luca Marin, ITA        4:09.88 2007
5.  Gergo Kis, HUN         4:10.66 2008
6.  Alessio Boggiatto, ITA 4:10.68 2008
7.  Thiago Pereira, BRA    4:11.14 2007
8.  Erik Vendt, USA        4:11.27 2002
9.  Brian Johns, CAN       4:11.41 2008
10. Tom Dolan, USA         4:11.76 2000
11. Riaan Schoeman, RSA    4:12.07 2009
12. Tamas Darnyi, HUN      4:12.36 1991
13. Thomas Haffield, GBR   4:12.39 2009
14. Ken Takakuwa, JPN      4:12.41 2009
15. Keith Beavers, CAN     4:12.75 2008

 



Escrito por Daniel Takata Gomes às 17h07
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Troféu Maria Lenk - finais do segundo dia

200m livre feminino: A vencedora foi Monique Ferreira, com 2:00.59. Ela piorou um pouco seu tempo da eliminatória, quando havia se tornado a primeira sul-americana a quebrar a barreira dos 2 minutos, com 1:59.78 (mas um segundo acima do índice para o Mundial). Apesar da melhora de Monique (desde 2000 ela abaixou o recorde sul-americano em três segundos), o Brasil não consegue evoluir nesta prova. Digo isso porque em 2004 o 4x200m feminino brasileiro conseguiu um feito histórico ao conseguir a 7ª colocação na Olimpíada de Atenas. Daquele time, apenas Monique continua nadando a prova. Mariana Brochado e Paula Baracho se aposentaram, e Joanna Maranhão prioriza as provas de medley. Temos Tatiana Lemos também, que não nadou hoje. Naquele revezamento, todas nadaram para 2:01. Hoje, as mais próximas de Monique foram Manuella Lyrio (2:03:22) e Isabelle Longo (2:03:32) - as duas acima de suas melhores marcas de 2:02. E estamos falando de tempos de cinco anos atrás, sem os maiôs de hoje e etc e tal.

Monique Ferreira

 

200m livre masculino: Em 2007, Nicolas Nilo Oliveira fechou o revezamento 4x200m no Pan de maneira espetacular e deu o ouro para o Brasil. Sua espetacular parcial de 1:46 criou muitas expectativas em torno dele na prova individual, na qual ele não foi bem. Apesar de ter melhorado seu tempo nos 200m livre algumas vezes desde então (inclusive já tinha obtido índice para o Mundial), somente agora ele conseguiu uma performance à altura do que ele havia apresentado naquele reveza. Com 1:46.90 nas eliminatórias, melhorou em quase um segundo o recorde sul-americano de Rodrigo Castro. Infelizmente por motivos particulares Nicolas não pode nadar a final, que foi vencida por Lucas Salatta com 1:48.65 (18 centésimos acima do índice para Roma). Ele foi seguido por André Schultz (1:49:50 - melhorou em mais de um segundo, vem pra barbarizar nos 200m costas e medley!) e Rodrigo Castro (1:49.57).

Nicolas Oliveira

 

100m borboleta feminino: Gabriella Silva entrou na água na expectativa de um bom resultado depois de sua excepcional performance nos 50m livre nadando borboleta. Com 58.25 na eliminatória, ela pareceu não gostar muito do tempo (seu melhor é 58.00 da Olimpíada). Na final venceu com 58.45. Quem ficou feliz foi Daynara de Paula. Apesar de ter ficado a apenas três centésimos do índice para o Mundial, seu 58.85 da eliminatória foi um excelente resultado. Mais uma abaixo do minuto: Daiene Dias, com 59.25. Boas esperanças para os 200m borbo, especialidade da capixaba, prova na qual foi bronze no Pan de 2007.

Gabriella Silva

 

100m borboleta masculino: Apenas um a coisa a se falar para dar uma noção do que foi essa prova: antes do Maria Lenk, apenas três nadadores brasileiros haviam nadado a prova abaixo de 53s. Somente neste Troféu, três nadadores nadaram abaixo dos 52s!!! Resultados sem dúvida excepcionais! A começar pelo 51.21 de Gabriel Mangabeira na final da prova, 3º melhor do mundo este ano! Ele abaixou o recorde sul-americano obtido nas eliminatórias por Kaio Márcio (51.64). Os dois representarão o Brasil em Roma. Kaio nadou em observação (sem clube) e não pode disputar a final. Outro abaixo de 52s: Henrique Martins, com 51.93 na eliminatória. Esse garoto ainda vai dar o que falar... Na final, quem ficou com a prata foi Frederico Castro (52.22) e com o bronze Fernando Silva (52.26), ambos também melhorando muito suas marcas! Os cinco primeiros colocados melhoraram, juntos, 5.62s de seus melhores tempos, ou uma média de 1.12s de melhora para cada um...

Gabriel Mangabeira e Henrique Martins

 

50m costas feminino: Fabíola Molina é um caso a se estudar. A regularidade com que ela obtém seus resultados, sempre de maneira consistente e sem parar de melhorar, é um exemplo. Aos 33 anos (atleta da seleção brasileira desde 1991!) ela superou mais uma vez o recorde sul-americano com 28.19. Desde 2007 é a 8ª vez que ela melhora o recorde da prova em piscina longa! O dia em que Fabíola não bater um recorde é que vai ser surpresa! Uma boa surpresa, talvez nem tanto para quem acompanha os bons resultados, foi o tempo de Etienne Medeiros: medalha de prata com 28.55, também vai ao Mundial! Fernanda Alvarenga com 29.04 (28.90 nas eliminatórias) foi bronze.

Etienne Medeiros

 

50m costas masculino: Mais um entre os melhores do mundo: Guilherme Guido, com 24.71, agora é o segundo no ranking mundial e quinto da história! Na realidade, desde que começou a nadar para 25 baixo ele estava bem colocado entre os melhores do planeta, então o resultado não é surpreendente. Prata para Daniel Orzechowski (25.41), que também irá para o Mundial, e bronze para Leonardo Guedes (25.76).

Guilherme Guido

 

400m medley feminino: Joanna Maranhão não chegou perto de sua marca por quatro anos. Seus 4:40.00 que lhe deram o 5º lugar na Olimpíada de Atenas só foi repetido na Olimpíada de Pequim, no ano passado. E parece que ela gostou da idéia! Tanto que nadou para 4:40 novamente neste Maria Lenk não só uma como duas vezes, na eliminatória e na final! Com 4:40.01, levou a medalha de ouro e também uma vaga para o Mundial. Júlia Siqueira (4:53.75) e Larissa Cieslak (4:57.07) completaram o pódio. Curiosidade: Júlia desbanca Fabíola Molina no 2º lugar no ranking top 10 all-time do Brasil na prova. O melhor tempo de Fabíola (4:54.38) vem desde 1999!

Joanna Maranhão

 

400m medley masculino: Uma boa surpresa nos 400m medley, e ela se chama Thiago Pereira! Mas desde quando Thiago vencer uma prova de medley é surpresa? Nas condições em que ele está, com pouco treinamento devido a uma fratura na mão e ainda fazendo o tempo que ele fez hoje, sim, foi uma surpresa, pelo menos para mim! Afinal ele até cogitava não nadar a final da prova devido ao seu precário preparo. Mas ele foi lá, venceu e convenceu com 4:14.00 (seu melhor é 4:11.14). Excelentes tempos também para Henrique Rodrigues (4:18.93) e Diogo Yabe (4:19.70), porém sem índice para Roma. Como Thiago, ambos são melhores nos 200m medley. Esperem uma grande briga pelas vagas no Mundial, que por enquanto estão com Thiago e Henrique (pelo resultado nos 200m livre, André Schultz também vem forte).

Thiago Pereira

 

Revezamentos 4x50m livre: vitórias das equipes do Pinheiros, com recorde sul-americano no masculino e também, porque não dizer, recorde mundial! Explico: a FINA não reconhece recordes nos revezamentos 4x50m, então os melhores tempos feitos por esses revezamentos são chamados de "world bests". Na prática, é um recorde mundial em uma prova não oficial. O tempo foi de 1:26.42 (Nicholas Santos 21.75, César Cielo 21.18, Fernando Silva 21.35 e Bruno Fratus 21.14). 



Escrito por Daniel Takata Gomes às 14h14
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Nota importante!

Essa é do blog do nadador Marcelo Tomazini, grande peitista da história do Brasil. Diz respeito a seu ex-técnico Alberto Klar, famoso por ter sido treinador do Pinheiros e da seleção brasileira por muitos anos.

ALBERTO KLAR hospitalizado!

Fui comunicado ontem pelo meu irmão e entrei em contato com as fontes seguras para saber sobre essa notícia que a priori, me deixou muito preocupado, mas que depois fiquei um pouco mais tranquilo mas bem apreensivo.
Alberto estava em Santos para a realizaçào de um curso, o Fitness Brazil, muito conhecido no âmbito da atividade física, que acontece anualmente na cidade, quando começou a se sentir um mal súbito e foi levado a um hospital local. Feito uma avaliaçào clínica, teve que ser deslocado para o HCor em São Paulo e através de um cateterismo foi constatado um angioma. Alberto esta internado na UTI do HCor e hoje realizará uma Angioplastia Coronária para a desobstrução da artéria.
Realmente é uma notícia que assusta, mas segundo Willian Urizzi, a fonte na qual me passou todas as informações, Alberto esta bem e passará por todos estes procedimentos no próprio HCor.
Alberto por longos anos esteve no comando principal de clubes de expressão como o Flamengo e o Pinheiros e nos últimos anos esta se dedicando a parte acadêmica e de cursos. É e sempre foi um dos melhores técnicos do Brasil e eu tive a oportunidade e o prazer de ser treinado por ele por longos 9 anos enquanto defendia as cores do Esporte Clube Pinheiros.
Deixamos aqui todas as energias e mensagens positivas de apoio para que o Alberto possa superar mais este desafio em sua vida e voltar a ministrar seus ótimos cursos e aulas excepcionais.
Fiquem atentos que estaremos atualizando este quadro aqui pelo prórpio blog.

Boa Sorte Albertão!!! Fique com Deus!!!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 14h03
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Primeiras finais

Vamos dar uma olhada no que de mais importante aconteceu no primeiro dia de finais do Maria Lenk.

Início veloz

Nos 50m livre feminino, Tatiana Lemos fez seu melhor tempo (25.58) para vencer a prova, mas não conseguiu índice para Roma (25.10). Somente Flávia Delaroli, que ficou com o bronze, representará o país no Mundial. Mas o resultado mais expressivo ficou com a 4ª colocada Gabriella Silva. Isso porque ela completou a distância nadando borboleta com o tempo de 25.75! Esse tempo seria recorde sul-americano se fosse obtido numa prova de borboleta, mas nas condições de hoje não poderá ser homologado como tal. No entanto, seu tempo representa muito mais! Ele ficaria a apenas 42 centésimos do recorde mundial dos 50m borboleta, colocaria Gabriella na 3ª posição do ranking mundial deste ano e na 6ª colocação do ranking all-time! Vamos esperar o que ela irá aprontar na própria prova de 50m borboleta e sobretudo nos 100m borboleta, em que ela foi finalista olímpica. Curiosidade: das oito finalistas deste 50m livre, sete já participaram de pelo menos uma Olimpíada!

No masculino, resultados excepcionais. A começar pela vitória de César Cielo (foto), que, pesado e abrindo mão de seu novo traje da Arena, fez 21.33, apenas três centésimos de seu tempo do ouro olímpico! Arrisco dizer que, com essa performance, mais do que o recordista mundial Frederick Bousquet, Cesão é o favorito ao ouro no Mundial! Ele foi seguido de Nicholas Santos (21.74) e Bruno Fratus (21.91), no primeiro pódio brasileiro inteiro abaixo de 22 segundos! O tempo médio de 21.66 é mais baixo que o recorde sul-americano que vigorava há menos de um ano! De se notar Henrique Rodrigues marcando 22.81, ele que é especialista no medley (já tem índice para o Mundial nos 200m).

Matando no peito

Quando todos esperavam uma vitória tranquila e talvez um outro recorde sul-americano de Tatiane Sakemi nos 200m peito feminino, eis que sua companheira de clube Carolina Mussi, do Pinheiros, faz algo quase inacreditável até mesmo para ela. Tatiane já havia abaixado quase quatro segundos de seu recorde brasileiro e dois do sul-americano ontem. Hoje, Carolina melhorou mais dois segundos desse tempo e, com 2:27.42, conseguiu um feito inédito: um índice para o Mundial no nado de peito feminino! Detalhe que Carolina nas eliminatórias nadou para 2:37 e disse que estava meio doente. Ontem, ela nadou de LZR da Speedo. Hoje, de Jaked. Não, 10 segundos de melhora não é só o maiô! Tatiane, por sua vez, piorou quatro segndos de ontem (ontem de Jaked, hoje de LZR). Também 4 segundos de piora não é só o maiô. Talvez o efeito psicológico esteja afetando os atletas mais até do que as vantagens comprovadas dos novos trajes!

Já no masculino, Henrique Barbosa (foto)confirmou o excepcional resultado de ontem e ainda fez mais: com 2:08.44, se torna o 2º melhor nadador da história da prova, atrás apenas do recordista mundial Kosuke Kitajima, ultrapassando no ranking all-time o americano Brendan Hansen. Ainda há algumas seletivas por vir, como a americana, mas como Kitajima não nadará o Mundial, pode ser que Henrique vá balizado com o primeiro tempo para Roma! Tales Cerdeira (2:10.28) piorou um pouco seu tempo de ontem, mas continua em 4º no ranking mundial da prova.

Agora, confira alguns dos comentários de Craig Lord, jornalista da Swimnews (que ultimamente parece que só se dá ao trabalho de cornetar os trajes modernos), sobre os resultados dos brasileiros, em um texto cheio de ironia e sarcasmo:

Bem, vamos dar uma olhada a que ponto os trajes chegaram.

(...)

Tales Cerdeira (quem?, você deve estar se perguntando) se tornou o primeiro sul-americano a nadar abaixo de 2:10.

(...)

Veja os melhores tempos dos brasileiros em 2008:

Barbosa: 2:12.56; Cerdeira, 2:14.21; Mussi, 2:35.29. Eles devem ter treinado muito duro (é claro, o ponto é que sem dúvida eles treinaram duro, mas nunca saberemos o quanto de seus resultados devemos a eles e quanto devemos aos trajes, considerando que os trajes realmente sejam significantes).

(...)

Provavelmente houve outros tempos rápidos no Rio, mas eu nem ouso dar uma olhada com o risco de ter um ataque de risos.

Recordes no fundo

O destaque da vitória da chilena Kristel Kobrich nos 800m livre foi sua passagem nos 400m de 4:13, perto do recorde sul-americano de Monique Ferreira dos 400m livre de 4:12. O tempo final, de 8:31.22, foi recorde de campeonato. Ela foi seguida por Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha e Isabelle Longo, todas piorando suas melhores marcas.

E finalmente caiu o recorde brasileiro dos 1500m livre. A marca de Luiz Lima, obtida no Mundial de Perth/1998, foi abaixada hoje por Luiz Rogério Arapiraca com 15:15.94. Claro que o feito de Luiz continua na história, pois com aquela marca ele foi 6º colocado no Mundial. E, como ele mesmo gosta de lembrar, era um dos poucos recordes remanescentes da década passada, e obtido apenas de sunguinha!

Abaixo, imagens da maior surpresa do dia: Carolina Mussi nadando e comemorando seu recorde sul-americano e índice para o Mundial!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 17h36
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Início empolgante

Quando eu estava montando os rankings top 10 all-time do Brasil, pedi ajuda para vários nadadores, entre eles Tales Cerdeira (ao lado, em foto de 2007). Mandei uma mensagem para ele há umas três semanas para confirmar seus melhores tempos e as datas. Recebi a seguinte mensagem como resposta:

Esses tempos q vc me passou sao os meus melhores sim, e os anos estao certos tb!!! mas logo logo eles vao mudar.. hahha....

Ele foi profético. Melhor dizendo, já mostrava confiança no trabalho que vinha fazendo e sabia que logo iria colher os frutos.

Hoje, no Troféu Maria Lenk, Tales foi um dos protagonistas de uma prova que arrepiou a comunidade aquática. Nadando na antepenúltima série eliminatória dos 200m peito, assombrou com uma passagem forte nos primeiros 100m (1:02.28, sendo que seu melhor na prova de 100m é 1:02.98!!!) e fechou a prova com 2:09.31!! Ele havia acabado de abaixar em nada menos que dois segundos o recorde sul-americano de Henrique Barbosa, garantia simplesmente o segundo lugar no ranking mundial deste ano (atrás do japonês Yuta Suenaga, 2:08.77) e o 11º no ranking all-time da prova!! Inacreditável!!

Mas o show ainda não havia acabado. Na séries seguinte, Henrique, ao invés de se abalar (ele ainda tinha que buscar índice para o Mundial nesta prova, pois seu melhor tempo foi feito no Campeonato Francês, que não contava como seletiva), fez daquilo uma injeção de motivação. Comparativamente ele não passou tão forte quanto Tales (1:01.93, sendo o seu melhor 1:00.05 na prova de 100m), mas somente meio segundo acima da parcial do recorde mundial do japonês Kosuke Kitajima! Resultado final: 2:08.65, melhor tempo do mundo este ano e 3º no ranking all-time!!

A expectativa agora é redobrada para a final de amanhã e também para os 100m peito, que é a melhor prova de Henrique. Lembrando que são quatro nadadores com índice para o Mundial nos 50m peito. Realmente nos últimos anos o nado passou por uma revolução no Brasil!

E no feminino? Bem, obviamente no feminino não tivemos resultados do mesmo nível em termos mundiais, mas nem por isso o feito de Tatiane Sakemi pode deixar de ser destacado. Com 2:29.46, ela superou o recorde sul-americano da argentina Augustina Giovanni (2:31.15) e melhorou seu tempo em quase quatro segundos! Sua passagem na primeira metade, na casa de 1:10, foi semelhante ao seu melhor tempo da prova de 100m. E ela é melhor em provas de velocidade... Como já havíamos destacado aqui, seria excepcional uma peitista brasileira conseguir índice para o Mundial. Nos 200m ela ainda está distante (o índice é 2:27.62). Mas, a considerar sua performance de hoje, suas chances aumentam para a prova de 50m (ela está a 23 centésimos do índice) e, porque não, nos 100m (2 segundos). Se ela abaixou 4 segundos nos 200m, por que não melhorar metade disso nos 100m? Não custa sonhar!

Algumas notas: Fernando Silva já havia mostrado que estava veloz em uma competição na Holanda mês passado, fazendo alguns de seus melhores tempos, e fez índice para Roma nos 50m livre com 22.24. Outro que alcançou índice foi Gilherme Roth (22.28). Mas as duas vagas ainda estão com Nicholas dos Santos (foto), que hoje bateu o recorde de campeonato com 21.91, melhor marca pessoal, e César Cielo, 22.11 hoje depois de seu novo traje Arena X-Glide ter rasgado antes da prova. No feminino, ninguém fez índice - Flávia Delaroli é a única que já tem. Gabriella Silva, finalista olímpica dos 100m borboleta fez 26.07, mas nadando borbo, assim como já havia feito no Troféu José Finkel do ano passado. Seu recorde sul-americano nos 50m borboleta é 26.28, o que faz aumentar a expectativa por uma nova marca. Nos 1500m masculino, nadando uma das séries fracas, o argentino Esteban Paz, com 15:28.75, superou o recorde de campeonato. Na verdade ele teria tempo para nadar a série mais forte amanhã de manhã, mas ele está nadando em observação (sem clube), por isso foi colocado para nadar hoje.

Amanhã, finais as 10h da manhã. Quem quiser assistir, vá ao Parque Aquático Maria Lenk no Rio de Janeiro ou ligue na SporTV 2. Garanto que você não irá se arrepender!

Abaixo, mais algumas imagens de hoje: Flávia Delaroli se prepara para sua largada e Henrique Barbosa comemora o melhor tempo do mundo nos 200m peito!

 



Escrito por Daniel Takata Gomes às 20h53
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Rio-2016 - Eu não quero!

Que o Rio de Janeiro e o Brasil não têm condições e não merecem sediar os Jogos Olímpicos de 2016, isso é fato. Falta pouco para esse oba-oba de campanha furada terminar (em outubro deste ano o COI irá anunciar a sede da Olimpíada de 2016). Veja abaixo um trecho de uma reportagem que saiu hoje no UOL:

Nos últimos meses, quem passava em frente ao Parque Aquático Maria Lenk não via, mas o local estava esquecido. Mantida pelo Comitê Olímpico Brasileiro, a mais moderna instalação para a natação brasileira não recebia um evento desde o ano passado.

Nesse período, a água esfriou e a piscina teve de passar por manutenção - feita por mergulhadores, já que trocar a água custaria muito caro. O Maria Lenk só voltou à vida na semana passada. Recebeu uma boa faxina para a visita da comissão de avaliação do Comitê Olímpico Internacional e o aquecimento foi novamente ligado. "São três dias para aquecer a água", conta o administrador do complexo do autódromo, Paulo Laranjeira.

Tantos cuidados chegam para abrigar a elite da natação brasileira, que a partir desta terça-feira disputa o Troféu Maria Lenk. A competição é a última chance para nadadores do país obterem índice para o Mundial de Roma, em julho. No próximo domingo, após a última sessão de finais, o Brasil terá sua equipe definida para ir à Itália.

Ou seja, o Maria Lenk encontra-se em ótimas condições devido ao trabalho que foi feito para impressionar o comitê de avaliação do COI, que visitou o Rio na semana passada. A curto prazo, isso é ótimo para os nadadores que competirão no Troféu Maria Lenk, que nadarão em uma piscina limpa e bonita. Mas o fato de o maior e melhor parque aquático do Brasil, que custou milhões na época de sua construção, receber atenção somente quando isso interessa aos nossos políticos e dirigentes é a maior prova de que a comunidade aquática jamais deveria apoiar tal campanha!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 14h22
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Pedido de ajuda

Pessoal, estou escrevendo este post desta vez para pedir uma ajudazinha. Quem visitou o blog do Coach talvez já tenha visto, mas não custa repetir.

Estou participando de uma promoção que irá dar um ingresso para um show do Michael Jackson em Londres. Meu já vídeo está entre os finalistas. Agora o ganhador será decidido por votação popular.

Quem quiser ver o vídeo e votar, é só acessar http://virgula.uol.com.br/michaeljackson/index.php. O meu é logo o primeiro. O vídeo é bem interessante... e aposto que por essa vocês não esperavam!

Dá pra votar quantas vezes quiser! Conto com a ajuda de vocês!

Um abraço!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 20h21
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A caminho de Roma

O Troféu Maria Lenk, que começa amanhã no Rio de Janeiro, é a quarta e última seletiva para o Campeonato Mundial de Roma, que acontecerá em julho deste ano. Os atletas já tiveram a oportunidade de conseguir índice nos Jogos Olímpicos de Pequim, no Troféu José Finkel e no Open da CBDA, todos no ano passado. Confira abaixo os índices de cada prova e os atletas que já nadaram abaixo da marca. Lembrando que somente dois atletas por prova podem representar o país em Roma.

Feminino:

50m livre (25.10) - Flávia Delaroli (25.06)
100m livre (54.61) - ninguém
200m livre (1:58.71) - ninguém
400m livre (4:08.38) - ninguém
800m livre (8:31.53) - ninguém
1500m livre (16:22.18) - ninguém
50m costas (28.81) - Fabíola Molina (28.22)
100m costas (1:01.23) - Fabíola Molina (1:01.00)
200m costas (2:11.20) - ninguém
50m peito (31.72) - ninguém
100m peito (1:08.49) - ninguém
200m peito (2:27.62) - ninguém
50m borboleta (26.86) - Gabriella Silva (26.28) e Daynara de Paula (26.57)
100m borboleta (58.82) - Gabriella Silva (58.00)
200m borboleta (2:09.21) - ninguém
200m medley (2:15.08) - Joanna Maranhão (2:14.97)
400m medley (4:44.34) - Joanna Maranhão (4:40.48)
4x100m livre (3:41.28)  - a definir
4x100m medley (4:05.85) - a definir
4x200m livre (8:02.87) - a definir

Masculino:

50m livre (22.31) - César Cielo (21.30),  Nicholas Santos (22.00) e Bruno Fratus (22.22)
100m livre (48.87) - César Cielo (47.67)
200m livre (1:48.47) - Rodrigo Castro (1:47.87) e Nicolas Oliveira (1:48.22)
400m livre (3:48.72) - ninguém
800m livre (7:52.92) - ninguém
1500m livre (15:02.16) - ninguém
50m costas (25.76) - Guilherme Guido (25.36) e Daniel Orzechowski (25.57)
100m costas (54.92) - Guilherme Guido (54.86)
200m costas (1:59.52) - ninguém
50m peito (28.08) - João Júnior (27.64), Felipe França (27.72), Felipe Lima (27.90) e Eduardo Fischer (28.04)
100m peito (1:01.11) - Felipe França (1:01.04) e Henrique Barbosa (1:01.11)
200m peito (2:12.44) - Thiago Pereira (2:11.40)
50m borboleta (23.99) - Nicholas Santos (23.64) e César Cielo (23.87)
100m borboleta (52.26) - Kaio Márcio (52.05)
200m borboleta (1:56.47) - Kaio Márcio (1:54.65)
200m medley (2:00.53) - Thiago Pereira (1:58.06) e Henrique Rodrigues (1:59.69)
400m medley (4:17.73) - Thiago Pereira (4:11.25)
4x100m livre (3:18.15) - a definir
4x100m medley (3:39.33) - a definir
4x200m livre (7:18.93) - a definir

Alguns nadadores estão com marcas próximas dos índices, baseados em seus tempos nas temporadas 2008 e 2009. Veja abaixo em quem vale a pena prestar atenção neste Troféu (note que alguns nadadores têm tempos abaixo dos índices, mas não estão valendo por terem sido obtidos em competições que não valiam como seletiva):

Feminino:

100m livre: Tatiana Lemos (55.01)
100m borboleta: Daynara de Paula (59.20)
200m borboleta: Joanna Maranhão (2:10.45)
50m costas: Etiene Medeiros (29.29)
50m peito: Tatiane Sakemi (31.95) e Alessandra Marchioro (32.08)

Masculino:

100m livre masculino: Fernando Silva (48.83)
200m livre masculino: Lucas Salatta (1:49.17)
50m borboleta masculino: Gabriel Mangabeira  (23.93), Cândido da Silva Junior (24.05) Guilherme Roth  (24.13) Marcos Macedo  (24.21)
100m borboleta masculino: Gabriel Mangabeira (52.01)
200m borboleta masculino: Leonardo de Deus (1:57.74)
50m costas masculino: Glauber Silva (25.76) e Leonardo Guedes (25.86)
100m costas masculino: Gabriel Mangabeira (55.30)
200m costas masculino: Lucas Salatta (1:58.82) e  André Schultz (1:59.90)
50m peito masculino: Henrique Barbosa (28.10)
100m peito masculino: Felipe Lima (1:01.21), Eduardo Fischer (1:01.49) João Junior (1:01.59)
200m peito masculino: Henrique Barbosa  (2:11.30)
200m medley masculino: André Schultz (2:01.14)

É claro que gente que não está nessa lista pode aparecer, melhorar muito e fazer índices. Isso não seria surpresa. Aliás, será surpresa se isso não acontecer. Ainda mais agora com a revolução dos maiôs.

Um detalhe interessante. Enquanto eu me conheço por gente, jamais presenciei uma nadadora de peito brasileira atingir índice para um Mundial de piscina longa (talvez isso realmente nunca tenha ocorrido). Tatiane Sakemi e Alessandra Marchioro (fotos abaixo) estão perto de alcançar o feito nos 50m peito. Nos 50m peito masculino, já temos 4 nadadores com o índice. Nada mal seria ver também uma ou duas peitistas integrando a delegação brasileira para Roma!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 19h52
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Grandes vencedores do Troféu Maria Lenk/Troféu Brasil

Vimos no post anterior que Fabíola Molina pode chegar à sua 11ª vitória consecutiva no Troféu Maria Lenk/Troféu Brasil de Natação (vitórias entre nadadoras brasileiras, pois em duas ocasiões ela chegou atrás de nadadoras estrangeiras).

Caso consiga o feito, ela irá se aproximar de Rogério Romero, que detém a maior invencibilidade em uma prova na história do Troféu Brasil: 12 vitórias consecutivas nos 200m costas, entre 1988 e 1998 (em 1994 foram realizados dois Troféus Brasil, além do Troféu José Finkel).

Um dado que precisa ser checado é o de que Rogério pode ser o maior vencedor individual da história da competição. Entre 1998 e 2004, conquistou simplesmente 34 medalhas de ouro em provas individuais! Isso sem contar os 200m costas de 2002, em que ele chegou em segundo, mas atrás de um estrangeiro. Entre 1993 e 1995, em quatro edições, Piu venceu 16 provas individuais (na época ele era absoluto nas provas de costas e medley).

Um possível concorrente histórico de Rogério para esta marca é o lendário Djan Madruga. No Troféu Brasil de 1979, ele conquistou nada menos que 12 - sim, 12! - medalhas de ouro! 9 delas foram individuais. Acompanhe: 100m, 200m, 400m e 1500m livre, 100m e 200m borbo, 200m costas e 200m e 400m medley, além de três revezamentos. Se Djan fazia a rapa de maneira parecida nos Troféus da época, ele pode ter uma mais vitórias que Rogério. Isso precisa ser pesquisado!



Escrito por Daniel Takata Gomes às 03h38
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